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Thursday, December 8, 2011

Boas vindas à "new kid on the blog": Personal Trip Advisor!

Onde tudo começou: Peru


O Peru é um mundo e nesta viagem de duas semanas exploramos somente um pouco deste imenso paraíso natural que oferece aos seus visitantes um impressionante legado histórico e cultural. Pela conjunção de intrigantes ruínas com paisagens espetaculares por toda a sua extensão, a trilha Inca ou caminho Inca que percorremos em 4 dias é considerada a caminhada mais famosa das Américas e faz parte do top 10 de 10 em cada 10 listas das melhores trilhas do mundo.
Ela começa no km 82 da ferrovia Cusco/Quillabamba e por cerca de 42 km, elevando-se à uma altitude de 4215 m atravessa as montanhas acima das margens do rio Urubamba até levar à cidade perdida de Machu Picchu que neste ano comemora o centenário do seu descobrimento.
Relatar a experiência de reviver o caminho que os Incas faziam para chegar a Machu Picchu, recheando de preciosas dicas e recomendações será a prazerosa tarefa que a Cláudia - minha querida prima - abraçou e para isso resolveu criar o blog Personal Trip Advisor, ao qual desejo continuidade e sucesso. De meu lado, deixo aqui o registro de uma lição que o Peru nos ensina. Há pouco mais de 20 anos atrás o país vivia sob total domínio do terrorismo e do tráfego de drogas, de forma que poucos eram os turistas que se arriscavam nesse mesmo caminho Inca que percorremos com toda a paz e tranquilidade. A história de como o governo peruano conseguiu mudar esse cenário é controversa e repleta de episódios escusos, mas é fato que, com obstinação, em um período curto de uma década, a atuação terrorista do Sendero Luminoso foi em grade parte suprimida – uma tarefa tão ou mais árdua quanto eliminar o tráfico de drogas das favelas do Rio de Janeiro. Árdua porém possível, se ao menos algum governo de fato quisesse. Não foi o caso dos últimos que ocuparam o cargo. Infelizmente também não parece ser o caso da atual ocupante (mas aí já estou digredindo).

Cláudia, seja bem vinda! Vida longa e próspera para o blog Personal Trip Advisor!

É por instantes como esses que você deixa a sua casa – para não mais se sentir como um estranho no mundo, para testar seu ânimo contras a força do destino, para encontrar amigos desconhecidos, e ouvir que não importa quão longe você vá vagando como um peregrino, “você jamais caminhará sozinho”. 

- Phil Cousineau, A Arte da Peregrinação

Friday, March 7, 2008

Corra Comigo!!!

Friday, January 18, 2008

O Chamado

Imagine, como fez o poeta Antonio Machado, como "o vento, num dia radioso, certa vez chamou". Pense nas maneiras que você foi chamado no passado, na direção do amor da sua vida. Como achou o trabalho que está fazendo agora? A cidade onde mora hoje? Sua alma gêmea? Quando foi intencional? Mudança repentina da vontade? Quanto foi acaso, acidente, pressentimento ou boa sorte?

O chamado para a viagem sagrada que seu coração secretamente aguarda não chegará de maneira lógica. Se você espera que alguma coisa nesse sentido está para acontecer, tente praticar a tranquilidade e o silêncio por alguns minutos, a cada dia. Fique imóvel e quieto e se surpreenderá com o que começará a ouvir.

Pergunte a si mesmo o que é absurdo na sua vida agora mesmo. Lembre-se então que a raiz da palavra refere-se a "surdez". Se parou de ouvir, tente recomeçar, primeiro com o que você ama, e em seguida com o que é difícil para você.


Alguma coisa está querendo chegar até você - uma voz, um destino.

Não importa o que você faça ou sonhe que possa fazer; começe logo. A audácia, por si só, atrai a criatividade, poder e magia.

- Goethe

Wednesday, January 2, 2008

Estamos de volta!!!


Depois de uma temporada fantástica na Patagônia, estamos de volta no pedaço!

Torço que em 2008 tenhamos muito banho de mar, cheiro de chuva, vento no rosto, mergulhos, banho de cachoeira, banho de sol, subida de montanha, água doce, cheiro de mato, preguiça, barulho de chuva, soneca depois do almoço, acordar de bom humor, muitas horas de leitura, festas, ataques de riso, dança, sessão de piadas, viagens, surpresas, presentes, e-mails de quem está longe e de quem está perto, ficar descalço na grama, vinho, champagne, água gelada, sempre em boa companhia, muito boa companhia!


Friday, December 14, 2007

Entrega do bastão

Prezados,

Estou de partida para este aí ao lado, o último refúgio da América do Sul pelas próximas semanas e portanto deixo o blog aos cuidados da super Taty até minha volta.
O blog deseja a todos um excepcional Natal e Ano Novo!

Saturday, December 1, 2007

Ilhas desconhecidas

O amor e a viagem nos fazem descobrir que há algo, em nós, que não conhecíamos até então

QUANDO ERA criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para "treinar" meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.

Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): "New land, George" (uma nova terra, George).

Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: "New land, George". Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson.

Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: "New land, George".

Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de "minha América, minha terra recém-descoberta". De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual.

De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, "O Conto da Ilha Desconhecida" (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: "Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver".

Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas.

Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo.

Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa. Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses "desaparecidos", os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga.

Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes.

O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós. Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.

Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

California here we come!

CALIFORNIA (PHANTOM PLANET)

We´ve been on the run
Driving in the sun
Looking out for number one
California here we come

Right back where we started from
Hustlers grab your guns
Your shadow weighs a ton
Driving down the 101
California here we come

Right back where we started from California
Here we come

On the stereo
Listen as we go
Nothing´s gonna stop me now
California here we come

Right back where we started from
Pedal to the floor
Thinkin´ of the war
Gotta get us to the show
California here we come

Right back where we started from California
Here we come

Monday, July 30, 2007

Imagine


Imagine sua primeira viagem inesquecível. Que imagens emergem de sua alma? Podem ser de uma visita ao cemitério na infância, para ver o túmulo da família; a excursão da escola para algum sítio arqueológico ou a viagem com seus pais a um local religioso. Que sentimentos suas memórias evocam dessas viagens?

Eles têm alguma coisa a ver com sua vida hoje? Você fez algum dia a promessa de ir a um lugar que é sagrado para você, para sua família ou para seu grupo? Alguma vez você imaginou a si mesmo nem lugar que agita sua alma como o arrulho dos pombos de madrugada?

Se não se trata de você, então quem? Se não é agora, quando? Se não é aqui, onde?

Descubra aquilo com o que sonha, e você descobrirá quem é.

Saturday, June 30, 2007

Arte Zero

Em um tour virtual pelo Georges Pompidou Center da França, onde fica a galeria nacional de arte moderna encontrei algumas coisas interessantes, incluindo alguns trabalhos que tentam questionar a própria natureza da arte. Essa aqui realmente é de deixar perplexo:

O cara que fez essa "obra" defende que o branco representa o nada, ou o zero. Ok, mas chamar isso de "arte" também já é demais! Assim até eu!!! Quanto será que vale esses 3 quadrinhos hein? Mais ou menos que esse outro?

É, tá ficando cada vez pior... Será que isso quer dizer que não existe realmente diferença entre Ciência e Arte? Ou apenas que a Arte está se tornando tão técnica e complexa quanto esse incompreensível estudo científico entitulado "A interação do vento estelar nas nebulosas difusas"?

Sunday, May 13, 2007

Onde as ruas não tem nome mesmo...

Se ficar perdido em um lugar desconhecido já é ruim, num lugar onde as ruas realmente não tem nomes, realmente é péssimo... Geralmente não dou essa sorte, mas na Bahia sempre tem uma alma caridosa pronta a prestar socorro! No meu caso várias!


Essa daí é a minha equipe de anjos da guarda 24hs em ação em plena Chapada Diamantina!
A despeito da idéia de que bahiano é malandro e preguiçoso, minha passagem por lá me mostrou uma outra realidade completamente diferente.
Nada como o velho e bom "Go and See"...

Cortesia Erick Magario Produções